domingo, 20 de dezembro de 2009

Possessive.

Possessive

Minha possessividade.
Esmagadora de minha alma
Ofuscou minha claridade
Estragou uma noite calma.

Destruiu meu interior
Marcou-me o coração
Me encheu de dor
Apagou minha excitação.

Fez-me enfrentar a depressão
Tentar com a vida lutar
Desejar sua pocessão
E tentar me matar.

Faz-me em desespero chorar
Sorrir sem semblante
E toda vez desejar
Seus lábios marcantes.

A Glória

A Glória.

Toda a Glória deste mundo

Já não é mais bela para mim.
Eu Entrego essa eternidade
Por um único dia.

Pode ser uma tarde talvez,
Um pedaço da noite
A única coisa que desejo
Um minuto com você.

Devaneios

Devaneios

Cada vez mais perto

Sim, minha amada
Sei que me ouves
Mesmo tão distante.

Passo noites assim
Sentindo frio
Mas não vou me cobrir
Sem você por aqui.

Lembra de quando
Jurei amor eterno?
Não esqueça nunca
Eu sempre te amarei.

Mas, Agora sonhemos
Sonhos são livres
Tenhamos agora o nosso
Só nós aqui, e essa cama.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Título II - O dia mais feliz da minha vida

As vezes... gosto de fazer poemas sem rima alguma.



O dia mais feliz da minha vida


Perdoe-me meu amor
Não, não está doendo, não chore.
Só queria que você me abraçasse,
Pois sinto muito frio

Não grite, isso não vai ajudar
Ou acha que podemos voltar no tempo?
Até aqueles dias, sim, os bons tempos
Em que éramos somente nós dois

E agora minha amada, não vê?
Estou feliz, porque como no começo
No fim, estamos juntos de novo

É isso o que sempre quis.
Eu ainda a ouço, perguntando tantas vezes 'por quê?'
Mas... Você sumiu, agora.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Título I - O Cordeiro e o Lobo



Recebi uma sugestão Animadora, aliás, essa ideia vai ser trabalhada nessa postagem, uma fiction, com um pouco de carinho, uma colher de desilusão e uma pitada de sangue para dar o meu sabor favorito


Agora não quero perguntas sobre o título de parábola



O Cordeiro e O lobo.



As Pesadas passadas seguiam por entre o longo corredor, e assim podia-se ouvir o rangido da madeira velha , acabada pelo tempo. Os longos cabelos negros chegavam ao meio das costas, o sorriso tracejados nos lábios aparentava um brilho em contraste a fraca iluminação do local. Tocou na porta ao final do corredor e sem pressa a empurrou revelando várias velas acesas pelo recinto. Na direção da cama focara os olhos e deitado estava um jovem rapaz, com cabelos brancos, a pele tão branca quanto, e olhos discretamente avermelhados. Os pulsos estavam escurecidos e afundados nos lençóis, o rosto era tracejado por lágrimas que cessaram no mesmo instante em que vira o moreno como um Deus, sua salvação.

- Achei que não... voltaria mais... Que me deixaria aqui..

Os olhos marejados transpareciam a verdade, e o moreno ainda sorria com o ato do rapaz diante de seus olhos. Ainda podia ver o brilho fosco do estilete a beira do canto direito da cama, com a lâmina aberta em seu limite, e um risco de sangue que seguia por entre as cobertas passando acima da coxa direita do garoto. Aquele sangue já estava coagulado.
O homem de cabelos negros dera mais algumas passadas na direção do outro, e esse erguia as mãos como se suplicasse que ele lhe segurasse; Mesmo com os braços tracejados de vários cortes paralelos ao pulso, o sangue ainda vivido que escorria pelo corpo branco, a vista um pouco turva e o corpo fraco, não queria que ele se afastasse de si. Mal conseguia ouvir a própria respiração ou pensamentos, não tinha mais qualquer raciocínio de seus atos, somente desejava e anseava para que aquela tortura parasse, queria a proximidade do maior.

- Não me odeie, por favor.. Não me odeie...

Sussurrara a voz fraca e miserável para com o rapaz de cabelos negros, porém os passo dele começaram a recuar, e sentia cada fio de esperança se partindo diante da distância menor. E o Albino movera a mão para o lado pegando o estilete, apoiando a lâmina quente sobre a lateral do pescoço a forçando alí, para lentamente puxá-la para frente fazendo um corte que se extendia mais e mais, e o sangue que era expulso pingava sobre os lençóis brancos. Forçava a lâmina daquele estilete contra a jugular agora, banhando-se em meio a seu próprio sangue

- Vê?....Eu....Eu te amo...

E esses murmúrios incomprêensíveis escaparam da boca rosada e trépida, legiveis para o moreno que atento observava cada ato do menor, cada balbuciar, e o pendente corpo do albino que seguia para frente, expelindo sangue dos lábios rosados; Se afogava no próprio sangue, agora. Uma tossida escapou dele, baixa e abafada pelo sufocar, e erguia a face, era insistente, expondo assim o sangue que agora traçava em um filete a narina esquerda, desviando-se dos lábios em uma curva súbita, que se seguia até o queixo de onde alí pingava acima de muitas outras manchas. Essa insistência fora recompensada com a visão desfocada e escura do rapaz parado. Ele o olhava, e tinha certeza que sim, e ouvir - não tão claramente - os passos dele retornando para perto de si onde ele parava, vislumbrando o pequeno ensanguentado.

- Sinto pena de você.

A voz era entendida porém um pouco abafada para o garoto, e mesmo sem forças um sorriso escapara dos lábios, Como o amava! sim, o queria tanto... que só de ouvir o entoar forte daqueles lábios, despertava por um segundo do transe em que a perda de sangue o deixava, e algumas vezes piscara buscando melhor ver a presença do amado moreno. Arregalou os olhos, estava com as pupilas dilatadas pela escuridão, a pele fria, um tanto... insensível apesar de que sabia que aquele calor em grande escala era das mãos dele, pois os dedos lentamente subiram o rosto afastando os cabelos brancos de frente da face. Apertou ainda mais o estilete no pescoço e um risco de sangue fora espirrado para o chão frio parando a menos de um palmo dos pés do moreno.

- Aqui, Aqui... Meu Amado...Não precisa se marcar mais...

Sussurrara, porém o rapaz já estava com parte da consciência distante dalí, apenas sentia as mãos dele, as mãos quentes e grandes espalmadas no rosto fino. O corpo enfraquecera cada vez mais e as mãos penderam, o estilete caíra ao chão, os olhos se estreitaram e a vista caiu, o rosto ficou completamente apoiado nas mãos do maior, a respiração fraca se resumiu em um murmúrio que nem mesmo o maior ouvira.

- ....A...Amo...


Fim.




Começar é o mais difícil, como o primeiro passo de uma criança
Porém cá estou afim de começar para nunca parar
Devaneios, crises, não sei, só deixo a imaginação me levar o mais longe possível
Para longe daqui.

Para longe de você e até mesmo de mim.